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Escola: tempo de elaboração
n. 2 (2000)Neste 2.º volume da revista Stylus, subordinado ao tema «Escola: tempo de elaboração», a publicação afirma-se como um produto do Espaço-Escola da Associação Fóruns do Campo Lacaniano (AFCL), centrado na discussão rigorosa e coletiva sobre a construção de uma comunidade inédita de trabalho analítico. Fundar uma Escola de Psicanálise capaz de acolher e sustentar o ato analítico implica reconhecer que o tempo de elaboração é logicamente necessário para debater os seus princípios, fundamentos e dispositivos, pondo em movimento os laços sociais orientados pelo discurso do analista e recusando a hierarquia do discurso do mestre.
A edição reúne contributos de diversos autores em torno da transferência, da formação e dos dispositivos cardeais da Escola: o cartel — como modalidade de transmissão e elaboração que desfaz os efeitos de massa — e o passe — concebido como o meio de interrogar a passagem de analisante a analista e de situar o desejo do analista no cerne da instituição. Através de reflexões teóricas, ensaios críticos sobre a história do movimento analítico e testemunhos da experiência clínica e institucional, o volume reafirma a aposta de construir uma Escola de analisantes, aberta ao real e orientada pelas questões cruciais legadas por Freud e Lacan.
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Sumário
Editorial
7 – Andréa FernandesI – Fundamentos da Escola
11 – Sônia Magalhães: O passe, fracassos e sucesso, um comentário
19 – Ângela Diniz da Costa: Comentário do texto "A situação da psicanálise e formação do psicanalista"
25 – Eliane Costa e Silva: A situação da psicanálise e formação do psicanalista em 1956 revisitado em 1999
29 – Vera Pollo: A partir da Carta aos Italianos
33 – Zilda Machado: Que Escola queremos? Elaboração acerca da Nota aos Italianos
37 – Ângela Mucida: Transmissão: A literatura como escrita?II – Transferência e Escola
43 – Alexandre Simões: Transferência e Falocentrismo
51 – Bárbara M. B. Guatimosim: O novo ódio em Debate-se uma Escola
57 – Sonia Alberti: A transferência de trabalho e a Escola
61 – Eliane Schermann: Uma comunidade de trabalho em direção à Escola de LacanIII – Construção da Escola
67 – Antonio Quinet: Perspectivas d'Escola: D'Escolagem, Decolagem
75 – Ana Laura Prates: A Escola não-toda ou a garantia gratuita
79 – Maria Nazareth Gomes de Plentz: Uma Escola pelo avesso
83 – Clarice Gatto: Duas ou quatro questões sobre a seleção dos analistasIV – Dispositivos de Escola
4.1 O Passe
97 – Nilda Deiró: Da análise ao passe
101 – Pierre Bruno: P #F
109 – Isabelle Morin: O desejo do psicanalista no passe
115 – Andréa H. Fernandes: A Escola, o passe e o real da experiência psicanalítica
121 – Colette Soler: De um outro impasse4.2 A Transmissão e o Ensino
131 – Fátima Pereira: Dispositivo de ensino
137 – Colette Chouraqui-Sepel: Função: Passador
139 – Ângela Mucida: Psicanálise: transmissão e ensino4.3 O Cartel
145 – Ana Laura Prates: É tempo de cartel
149 – Clarice Gatto: O Cartel nos debates sobre a futura Escola
157 – Sueli Miranda: Da inscrição à dissolução: o Mais-Um e a Escola
163 – Anne Lopez: Sobre o que o Cartel decide?V – A Escola de Lacan na Atualidade
169 – Maria Anita Carneiro Ribeiro: Contribuições ao debate sobre a Escola que queremos
171 – Rosângela Corgosinho: A Nova Escola (uma que não cesse de não se escrever)
175 – Sueli Miranda: Consentir, reconhecer, confiar
179 – Idálio Valadares Bahia: A Escola como lugar topológicoFórum Nacional do Campo Lacaniano – 1999
169 – Alexandre Simões: Que escola queremos?---------------------------------------
Equipe Editorial
Andréa Brunetto
Andréa Hortélio Fernandes
Nilda Deirá
Sônia Magalhães -
O passe: uma experiência brasileira
n. 1 (2000)Tornar-se psicanalista não constitui uma escolha profissional, mas antes uma viragem ou passagem operada no interior de um processo analítico que pode ser verificado através de um dispositivo institucional que Lacan denominou passe. Partilhando o nome com o próprio momento de viragem que determina o final de uma análise, o passe visa responder à interrogação renovada «o que é um analista?», situando no cerne da Escola a verificação da emergência de uma função e de um desejo inédito — o desejo do analista —, no qual se dá a irrupção do privado no público através da produção de um saber singular sobre a própria análise.
Neste 1.º volume inaugural da revista Stylus (Abril de 2000), subordinado ao tema «Passe: uma experiência brasileira», a publicação reúne as elaborações da Comissão Crítica do Passe e as discussões ocorridas no Fórum Nacional do Campo Lacaniano em Belo Horizonte. A edição analisa criticamente os desvios e os efeitos políticos e institucionais gerados pelo chamado «passe na entrada da escola» — aplicado antes do termo da transferência —, interrogando as condições em que o passe se realiza e a possibilidade da emergência do desejo do analista antes do final de análise. Ao articular secções dedicadas à transferência, ao cartel do passe, ao passador e à clínica, o número traz a público, a céu aberto e pela primeira vez, depoimentos sobre a experiência do passe, divulgando ainda as diretrizes e os estatutos da recém-fundada Associação Fóruns do Campo Lacaniano (AFCL).
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Sumário
Apresentação
5 – Antonio QuinetEditorial
7 – Edméia Nogueira Toledo e Rosana BaccariniPasse e Tranferência
11 – Antonio Quinet: O desejo do analista e o termo da transferência
21 – Marie-Jean Sauret: A transferência depois do passeO Passe – Uma Transferência Brasileira
O Cartel do Passe, o Passador e a Escola-Clínica do Passe
33 – Graça Pamplona: A propósito da expressão "passe sob transferência"
37 – Roseli Maria Rodella de Oliveira: Passe sob transferênciaMesa-Redonda do Fórum Nacional do Campo Lacaniano
45 – Jairo Gerbase: Lições do cartel do passe
49 – Antonio Quinet: O cartel do passe na EBP
53 – Nilda Deiró: O passe é o passador
57 – Marie-Jean Sauret: A Escola como jogo político do passe
61 – Debate - Fórum Nacional do Campo Lacaniano - 1999Clínica do Passe I
69 – Rainer Melo: Passe sob transferência - "Rainha do Conga"
77 – Maria Anita Carneiro Ribeiro: Passe na AMP
83 – Nilda Deiró: A-Mor (te) pelo pai ao amor de transferência
87 – Maria Anita Carneiro Ribeiro: A marca do analistaClínica do Passe II
Mesa-redonda do Fórum Nacional do Campo Lacaniano - 1999
91 – Sônia Campos Magalhães: Passe ao desejo do analista
97 – Graciela Bessa: Venda de olhos
103 – Elizabeth Rocha Miranda: A experiência do passe na EBP
109 – Dominique Fingermann: Um dispositivo furado
117 – Debate - Fórum Nacional do Campo Lacaniano - BHAssociação Fóruns do Campo Lacaniano
133 – Sonia Alberti: Associação Fóruns do Campo Lacaniano
135 – Clarice Gatto: A atualidade do cartel na AFCL
139 – Estatuto
147 – SemináriosProgramas e Projetos da Prefeitura de Belo Horizonte
155 – Rosana Baccarini: Apresentação---------------------------------------
Equipe Editorial
Ângela Diniz Costa
Alexandre Simões
Rosângela Corgosinho
Bárbara Guatimosim
Clícia Magalhães
Sueli Miranda
Zilda Machado
