La formation de l’analyste à l’ère numérique
réflexions sur le manque et le temps de l’inconscient
DOI :
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1278Mots-clés :
Formation de l’analyste, Hyperconnectivité, Manque, Temps logique, Désir de l’analysteRésumé
Cet article étudie la manière dont la formation de l’analyste se transforme face à la logique contemporaine marquée par l’accélération, l’hyperconnectivité et l’intolérance au manque. Il analyse la tension entre le temps logique de la psychanalyse, formulé par Freud et développé par Lacan, et le tempo accéléré de la culture numérique. Il montre que la formation exige un travail de lenteur, d’élaboration et d’expérience interne, tandis que l’époque valorise la rapidité, l’efficacité et les réponses immédiates. Il discute également comment l’expérience du manque, essentielle au désir et à la position analytique, est menacée par une culture de l’excès qui cherche à éliminer le vide et à maintenir une satisfaction continue. En outre, il examine le désir de l’analyste à l’ère numérique et le défi éthique de résister à l’impératif de l’hyperréponse tout en soutenant le silence comme opération clinique. Il conclut que la formation contemporaine requiert de préserver l’éthique psychanalytique et de créer des espaces de résistance permettant l’émergence du temps, du désir et de la parole.
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