Fantasme
infantile de valeur universelle?
DOI :
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i51.1203Mots-clés :
Fantasme fondamentale, Ontologie, Infantile, SujetRésumé
Le présent article, partant de l’idée que la fantaisie est fondamentale aussi dans un sens ontologique, pose la question : si l’architecture du concept renvoie à l’enfant de chaque sujet, est-il possible de penser la fantaisie comme l’enfant de valeur universelle? Trois arguments seront travaillés. Tout d’abord, en structurant la relation du sujet avec le manque, le fantasme crée un scénario déterminant la manière dont le sujet est dans le monde. Deuxièmement, la fantaisie est un recours à l’impuissance face à l’énigme du désir de l’Autre, une défense contre le trou du réel et contre les effets de division de la castration symbolique. Troisièmement, dans la fantaisie l’être du sujet est indiqué comme fente et possède une structure de coupe, au point où l’être se manifeste comme limite du symbolique.
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