À qui appartient le corps de la fille ?

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DOI :

https://doi.org/10.31683/stylus.v1i51.1244

Mots-clés :

Corps, Sexualité féminine, Étrangeté, État, Politique d’extermination

Résumé

Cet ouvrage vise à esquisser un lien entre le pouvoir de l’État, l’impact des politiques d’extermination qui affectent le corps des enfants et une réponse possible du psychanalyste. Nous avons récemment découvert une autre horreur au Brésil. Cette fois, c'est le projet de loi 1.904/24 qui nous a surpris, avec un traitement accéléré à la Chambre des députés. Le texte du projet de loi classe l'avortement pratiqué après 22 semaines de gestation comme un homicide, même en cas de viol. Cela crée la possibilité qu’une femme/fille qui subit des violences physiques et psychologiques résultant d’un viol puisse également être dégradée en étant forcée de poursuivre une grossesse qu’elle ne souhaite pas ou être accusée d’homicide si un avortement légal n’est pas pratiqué dans le délai susmentionné. La diabolisation de la féminité imprègne, notamment avec l’avènement de l’Inquisition, l’histoire de l’humanité. Dans cette veine, nous pouvons articuler les concepts de narcissisme des petites différences et de l’étrange, qui révèlent la tendance aversive liée à ce qui atteint le cœur du sujet et apportent avec eux la dimension de l’inquiétant, de l’effrayant.

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Publié-e

2025-10-16

Comment citer

Travassos, J. (2025). À qui appartient le corps de la fille ?. Journal De Psychanalyse Stylus, 1(51), pp. 95–106. https://doi.org/10.31683/stylus.v1i51.1244

Numéro

Rubrique

TRAVAIL CRITIQUE AVEC LES CONCEPTS