Passador
nome de um tempo na formação do analista
DOI:
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i51.1228Palavras-chave:
Escola, Passe, Tempo, Psicanálise, TransmissãoResumo
Após dois anos de trabalho, às voltas com o produto de um Cartel, acerca da Travessia da Fantasia, a questão inicial insistia: haveria como nomear, caracterizar um tempo entre uma possível travessia da fantasia e o final propriamente dito de uma análise? No esforço de tecer uma elaboração em torno disto, um convite para articular, num Espaço Escola - Tempo, Função Passadora e Formação do analista - veio a calhar. Tal proposta permitiu, assim, que este artigo se precipitasse, também, como um produto de Cartel, em torno do seguinte argumento: Passador, nome de um tempo na formação do analista. O texto trata como a travessia de uma análise, bem como a formação do analista, contam com uma temporalidade heterogênea, lógica que não é pautada na pontualidade, previsibilidade, linearidade, sucessão. A aposta na lógica da Escola, ainda hoje, com seus dispositivos Cartel e Passe, interessa por colocar no centro a temporalidade do ato, do disruptivo que pode recolher efeitos da emergência de um saber viajante, singular, produzido, contingencialmente, pelos atravessamentos de cada um. Essa discussão é feita, então, a partir de fragmentos extraídos de uma experiência na função passadora. Função que apontará para um desafio ético atemporal: se o trabalho neste dispositivo de Escola não for sustentado como uma espécie de procura, de parto, de produção de novos modos de escuta, para cada um, em qualquer tempo da sua formação, não se corre o risco de fazer do seu potencial de ruptura com as convenções, uma sutura?
Palavras-chave:
Escola; Passe; Tempo; Psicanálise; Transmissão.
Downloads
Referências
Barros, M. (2010). Ensaios fotográficos. In M. Barros. Poesia completa. Portugal: Leya.
Barthes, R. (2007). A morte do autor. In R. Barthes. O rumor da língua (p. 45). Lisboa: Edições 70. (Trabalho original publicado em 1970)
Castello Branco, L. (2000). Os absolutamente sós: Llansol – A letra – Lacan. Belo Horizonte: Autêntica.
Freud, S. (1976). Análise leiga (A. Cabral, Trad.). In J. Strachey (Org.), Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (Vol. 20, pp. 179-250). Imago. (Trabalho original publicado em 1926)
Gagnebin, J. M. (2007). História e narração em Walter Benjamin (2a ed.). São Paulo: Perspectiva.
Lacan, J. (1980). Le séminaire, libre 27 : dissolution. (Inédito).
Lacan, J. (2003). Ata de fundação da Escola Freudiana de Paris. In J. Lacan. Outros escritos (pp. 45-75). Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1964)
Lacan, J. (2003). Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In J. Lacan. Outros escritos (V. Ribeiro, Trad.) (pp. 120-150). Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1967)
Lacan, J. (2003). Alocução sobre o ensino. In J. Lacan. Outros escritos (pp. 200-
-220). Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Texto original publicado em 1970)
Lacan, J. (2010). Seminário XX: encore. Escola Letra Freudiana. Edição não comercial. (Trabalho original publicado em 1972-1973)
Lacan, J. (2018). Os não-tolos erram/Os nomes do pai: seminário entre 1973-1974. Porto Alegre: Fi. (Trabalho original publicado em 1973-1974)
Muta, J. (2023, abril 1). Dia do nordestino: conheça a história do cuscuz, um dos alimentos que mais simbolizam o Nordeste. Folha de Pernambuco. Recuperado de https://www.folhape.com.br/sabores/dia-do-nordestino-conheca-a-historia-do-cuscuz-um-dos-alimentos-que/295421/
Paz, O. (2014). O arco e a lira. São Paulo: Cosac Naify. (Trabalho original publicado em 1955)
Rosa, J. G. (1994). A terceira margem do rio. In J. G. Rosa. Ficção completa (Vol. II, pp. 409-413). São Paulo: Nova Aguilar. (Trabalho original publicado em 1962)
Tenenbaum, D., & Muñoz, N. M. (2023). Fronteiras da língua: desarraigamento e testemunho em psicanálise. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 12(1), 45-60.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista de Psicanálise Stylus

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Ao encaminhar os originais, os autores cedem os direitos de publicação para STYLUS.
Os autores assumem toda responsabilidade sobre o conteúdo do trabalho, incluindo as devidas e necessárias autorizações para divulgação de dados coletados e resultados obtidos, isentando a Revista de toda e qualquer responsabilidade neste sentido.
